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sábado, 16 de abril de 2011

Adolescentes com comportamentos anti-sociais tem cérebros diferentes


Um estudo recente, publicado no American Journal of Psychiatry, mostrou que adolescentes com comportamentos agressivos e anti-sociais,  associados ao diagnóstico de Perturbação de Condutatêm alterações cerebrais que podem ajudar a clarificar o que se passa com eles.
Perturbação de Conduta é uma doença psiquiátrica caracterizada por níveis acima da normalidade de comportamentos agressivos e anti-sociais (ex: roubar, bater, intimidar, magoar os outros, incumprimento sistemático de regras). É mais comum em rapazes, podendo iniciar-se na infância ou na adolescência, sendo estimado que ocorra em 5 em cada 100 adolescentes. Pessoas com esta perturbação têm maior risco de desenvolver problemas de saúde fisíca e mental, assim como problemas com a justiça.
Estes investigadores estudaram cérebros de adolescentes através de Ressonância Magnética, tendo verificado que a amigdala e a insula (regiões cerebrais ligadas à compreensão das emoções e do sofrimento dos outros) são significativamente menores em adolescentes com perturbação de conduta.
Esta diferença na capacidade cerebral pode ser “causa” ou “consequência” sendo necessário aprofundar mais o assunto. No entanto fica claro que adolescentes com este tipo de Perturbação necessitam de apoio especial, sobretudo no que toca a serem ajudados “a ver o lado do outro”.
Para saber mais:

sexta-feira, 15 de abril de 2011

O que é aquilo?

Amigos, 

Recebi um vídeo e repasso a vocês.
É maravilhoso para refletirmos, quando temos respeito e paciência pelo outro.
Acessem no link http://www.youtube.com/watch?v=OVFCw2WzLd4&feature=related.


Abraço enorme, 
Cristiane Moura
Psicopedagoga

RESULTADO DA PALESTRA

Olá amigos, 
Quero agradecer a presença de todos na palestra "Limites - com Amor e Autoridade", ocorrida no dia 9/abril.
Foi um sucesso. Participação intensa das mães (a maioria), com muitas dúvidas. Isso e o que nos motiva a estudarmos mais, e trocar experiências. 
Vou colocar algumas fotos.
Estamos montando o cronograma das próximas, e assim que tivermos os datas e os temas, informarei a todos. 

Abraços, 

Cristiane Moura
Psicopedagoga







terça-feira, 5 de abril de 2011

Palestra "Limite - com Amor e Autoridade"

Nos questionamos, 
Meu filho não obedece!
Será que vou conseguir dar limite?
Você quer entender como lidar  melhor 
com estas e outras questões?
Venha participar da Palestra:


“Limites – Com Amor e Autoridade”
Dia 9 de abril (sábado), 
às 15h.
Ingresso: 1 quilo de alimento não perecível
Palestrantes: Cristiane Moura (Psicopedagoga)
Maria Santina Pellazza Marcon (Psicóloga)


LOCAL: Grupo Escoteiro IRAPUÃ
R. Dr. Cristiano Altenfelder Silva, 210 - Vl. Carrão
Inscrições: (11) 2778-4492  ou 2851-4421
Email:cristiane.psicopedagoga@gmail.com

domingo, 3 de abril de 2011

O MEDO CAUSADO PELA INTELIGÊNCIA

José Alberto Gueiros 

Quando Winston Churchill, ainda jovem, acabou de pronunciar seu discurso de estréia na Câmara dos Comuns, foi perguntar a um velho parlamentar, amigo de seu pai, o que tinha achado do seu primeiro desempenho naquela assembléia de vedetes políticas.
O velho pôs a mão no ombro de Churchill e disse, em tom paternal: - "Meu jovem, você cometeu um grande erro. Foi muito brilhante neste seu primeiro discurso na Casa. Isso é imperdoável! Devia ter começado um pouco mais na sombra. Devia ter gaguejado um pouco. Com a inteligência que demonstrou hoje, deve ter conquistado, no mínimo, uns trinta inimigos. O talento assusta".
Ali estava uma das melhores lições de abismo que um velho sábio pôde dar ao pupilo que se iniciava n'uma carreira difícil. Isso, na Inglaterra. Imaginem aqui, no Brasil.
Não é demais lembrar a famosa trova de Ruy Barbosa: - "Há tantos burros mandando em homens de inteligência, que, às vezes, fico pensando que a burrice é uma Ciência".
A maior parte das pessoas encasteladas em posições políticas e de chefia é medíocre e tem um indisfarçável medo da inteligência. Temos de admitir que, de um modo geral, os medíocres são mais obstinados na conquista de posições.
Sabem ocupar os espaços vazios deixados pelos talentosos displicentes
que não revelam o apetite do poder. Mas, é preciso considerar que esses medíocres ladinos, oportunistas e ambiciosos, têm o hábito de salvaguardar suas posições conquistadas com verdadeiras muralhas de granito por onde talentosos não conseguem passar. Em todas as áreas encontramos dessas fortalezas estabelecidas, as panelinhas do arrivismo, inexpugnáveis às legiões dos lúcidos.
Dentro desse raciocínio, que poderia ser uma extensão do Elogio da Loucura, de Erasmo de Roterdan, somos forçados a admitir que uma pessoa precisa fingir de burra se quiser vencer na vida.
É pecado fazer sombra a alguém até numa conversa social. Assim como um grupo de senhoras burguesas bem casadas boicota automaticamente a entrada de uma jovem mulher bonita no seu círculo de convivência, por medo de perder seus maridos, também os encastelados medíocres se fecham como ostras à simples aparição de um talentoso jovem que os possa ameaçar.
Eles conhecem bem suas limitações, sabem como lhes custa desempenhar tarefas que os mais dotados realizam com uma perna nas costas, enfim, na medida em que admiram a facilidade com que os mais lúcidos resolvem problemas, os medíocres os repudiam para se defender.
É um paradoxo angustiante. Infelizmente temos de viver segundo essas regras absurdas que transformam a inteligência numa espécie de desvantagem perante a vida. Como é sábio o velho conselho de Nelson Rodrigues: - "Finge-te de idiota e terás o céu e a terra".
O problema é que os inteligentes gostam de brilhar.

O Urso e a Panela

Um urso faminto perambulava pela floresta em busca de alimento.
A época era de escassez, porém, seu faro aguçado sentiu o cheiro de comida que o conduziu a um acampamento de caçadores.
Ao chegar lá, o urso, percebendo que o acampamento estava vazio, foi até a fogueira, ardendo em brasas, e dela tirou um caldeirão de comida.
Quando a panela já estava fora da fogueira, o urso a abraçou com toda a sua força e enfiou a cabeça dentro dela, começando a devorar tudo.
Enquanto abraçava a panela, percebeu algo lhe machucando.
Era o calor do caldeirão... ele estava sendo queimado nas patas, no peito e em todos os lugares em que a panela encostava.
O urso nunca havia experimentado aquela sensação e,  interpretou as queimaduras pelo seu corpo, como algo que queria lhe tirar a comida.
Começou a urrar muito alto. E, quanto mais alto rugia, mais apertava a panela quente contra o seu corpo.
Quanto mais a panela quente lhe queimava, mais ele a apertava contra o seu corpo e mais alto rugia.
Quando os caçadores chegaram ao acampamento, encontraram o urso caído próximo à fogueira, segurando a panela de comida.
O urso tinha tantas queimaduras que a panela grudou no seu corpo e, mesmo morto, ainda mantinha a expressão de estar rugindo.

Na vida, algumas vezes, abraçamos certas coisas que julgamos ser muito importantes.
Algumas delas nos fazem gemer de dor, nos queimam por fora e  por dentro,  e mesmo assim, continuamos agarrados a elas!
Temos medo de abandoná-las e esse medo nos provoca ainda mais sofrimento e desespero.
Apertamos essas coisas contra nossos corações e terminamos destruídos por algo que, muitas vezes,  protegemos, acreditamos e defendemos.
Em alguns momentos da vida, é necessário reconhecer, que nem sempre o que valorizamos tanto é realmente importante, muitas vezes nos agarramos, com todas as forças, ao que nos causa apenas angústia e sofrimento...

Tenhamos o discernimento que o urso não teve.
Coragem!
Solte a panela!!!!

VERDADES OU MENTIRAS


(Por Márcio Alexandre da Silva, professor de filosofia em Assis – SP.)
Dois fatos sociais se interelacionam. Primeiro: alguns meios de comunicações acusando pessoas sem provas, vendendo mentiras. Segundo: pessoas falando uma das outras, na popular fofoca.
Falar algo que não tem como principio a matriz da verdade é propagar a mentira. Mentira é o oposto da verdade. Afinal, o que é a verdade?
Na filosofia a busca pela verdade é milenar, do período antigo aos nossos dias. No cristianismo também. Jesus disse a Pilatos antes da condenação: “Todo o que é da verdade ouve a minha voz. – Jo, 18,37” no versículo seguinte Pôncio Pilatos interroga o Mestre: O que é a verdade? No mesmo Evangelho, Jesus já havia dito: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Jo – 14, 6).
Nem na fé, na filosofia ou qualquer convicção pode se fundar em verdades absolutas, senão caímos num fundamentalismo. Também não podemos se fundamentar em verdades temporárias, para não cairmos num relativismo subjetivo.
Embora estejamos distante de definirmos o conceito de verdade, percebemos que as pessoas estão se distanciando cada vez mais de princípios religiosos, éticos, morais, filosóficos... causando uma sociedade cética e relativista de valores humanos.
Assim, como os meios de comunicações divulgam informações sem provas evidentes, existem pessoas (não poucas) que sentem prazer em tentar denegrir a imagem de outras pessoas, sem verificar se aquelas informações são verídicas e procedentes. Se nos méios de comunicações temos sensacionalistas, nas organizações sociais temos os fofoqueiros.
Para ambos temos alguns conselhos dados por Sócrates, filósofo grego (469-399 AC), que elaborou a brilhante tese das três peneiras.
Segundo historiadores, um rapaz procurou Sócrates e disse que precisava contar-lhe algo. Sócrates ergueu os olhos do livro que lia e perguntou:
-- O que você vai contar já passou pelo crivo das três peneiras?
Respondeu o jovem; Não.
-- Então, preste atenção: A primeira peneira é a VERDADE. O que você quer contar é fato ou boato? Caso tenha ouvido contar, deve morrer aí mesmo. Mas, suponhamos que seja verdade. Deve então passar pela segunda peneira: a BONDADE. O que você quer contar é uma coisa boa? Ajuda a construir ou destruir o caminho, a reputação do seu semelhante? Se o que você quer contar é verdade e é uma coisa boa, deverá passar pela terceira peneira: a da NECESSIDADE. Convém contar? Resolve alguma coisa? Ajuda as pessoas? Pode melhorar o Planeta? E, arremata Sócrates: Se passar pelas três peneiras, então conte! Tanto eu, você e nossos semelhantes nos beneficiaremos com a notícia. Caso contrário, esqueça e enterre tudo. Será uma fofoca, uma erva daninha a menos para envenenar o ambiente e levar discórdia entre os habitantes da Terra. Devemos ser sempre terminal em relação a qualquer comentário infeliz. Conclui o Filosofo.
Será que nós seguimos esses princípios em nossas vidas ou repassamos as informações que recebemos sem coerência da precedência.
Quanto aos meios de comunicações, somos criteriosos em ler, ouvir e assistir a Imprensa, que estão muitas vezes comprometidas com a não verdade?...